Desencaixotando Rita

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fome

Os dentes dela a baterem-se em duelo impõem uma contenção à língua que espreita, viperina, aguardando a aproximação de sua presa. Os olhos semi-cerrados, febris, pendem sobre os seus ângulos de tigresa e o peito em brasa sobe, encrespando-se de muda antecipação.
De súbito, ela salta - premida de desejo, resfolegando suavemente em uma elegância voraz de que só ela mesma é capaz.

enfim, a sobremesa.

4 comentários:

  1. O que seria não, a sobremesa? [2]

    Boa pergunta.

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  2. texto condimentado para palatos apurados :)
    gostei de ter passado por aqui. parabéns pelo teu espaço.
    um beijo!

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