Desencaixotando Rita

Desencaixotando Rita

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Jaula

balizada pelos limites do meu próprio corpo, congelo, estática em gesto infinito e inconcluído. espero, pousada no centro espiralar de uma incerteza magmática, tal qual a pantera de Rilke. apenas que não há uma vontade titânica a permanecer imobilizada. há somente a cratera, a grota brutal de que me aproximo, fronteiriça. os limites que testo e o rímel borrado que risca certeiro o meu rosto, que por sua vez desagüa feito poço, em cascatas dissolutas e desoladas de creme anti-rugas.

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